Como destaca Alfredo Moreira Filho, Fundador e Management do Grupo Valore+, crescer é, muitas vezes, o começo da fase mais perigosa de uma organização: aquela em que a empresa passa a confundir complexidade com maturidade. A simplicidade, no contexto empresarial, não significa fazer pouco. Significa fazer o essencial com padrão. Quando a empresa cresce, surgem camadas, cargos, ritos, intermediários e urgências que competem por atenção.
A simplicidade se torna uma disciplina: manter o centro visível, proteger critérios e impedir que a organização se torne refém de ruído. Se você quer preservar clareza, foco e reputação à medida que a operação se expande, continue a leitura e observe por que a simplicidade não é ingenuidade, e sim uma escolha de gestão.
Crescimento não precisa virar barulho: A diferença entre estrutura e excesso
Quando a operação aumenta, a empresa precisa de organização. Ainda assim, organização é diferente de excesso. Excesso é a multiplicação de reuniões para decidir o que já deveria estar claro. Excesso é a criação de processos para compensar falta de confiança. Excesso é a produção de relatórios que ninguém usa, apenas para parecer “profissional”. Sob o olhar de um especialista em gestão empresarial, esse tipo de crescimento cria uma aparência de controle, porém enfraquece a execução.
Simplicidade, como pontua Alfredo Moreira Filho, especializado em gestão empresarial, preserva a direção. Ela impede que a liderança passe a administrar a própria burocracia. E, quando isso acontece, a empresa ganha um tipo de leveza operacional: decisões fluem, prioridades ficam compreensíveis, e a equipe não precisa “interpretar” o que é importante.
O que o livro “Pequenas Histórias e Algumas Percepções” revela?
A simplicidade costuma ter raízes. No livro “Pequenas Histórias e Algumas Percepções”, do empresário Alfredo Moreira Filho, especializado em gestão empresarial, há uma ênfase na formação sustentada por caráter, dignidade e valores, associada à “saga” de Dona Rosa em viabilizar ensino e escola para a família. Esse tipo de base ajuda a entender por que a simplicidade é, muitas vezes, uma consequência de responsabilidade, não de falta de ambição.
A obra também registra um cotidiano de interior em que o mundo se conectava por meio de um rádio de bateria, com notícias chegando de fora, sem a facilidade de “responder” ao mundo na mesma velocidade. Esse detalhe é mais do que cenário: é metáfora de gestão. Há momentos em que o líder precisa filtrar, selecionar e construir referência com o que chega, sem se perder na ansiedade do excesso de informação.

Além disso, o próprio posicionamento editorial do livro reforça um princípio de sobriedade: o autor informa que não há pretensões comerciais com a publicação, custeada com recursos próprios, e solicita doações para a Paróquia de Nossa Senhora das Dores, em Igrapiúna, vinculando a obra a uma responsabilidade comunitária. Esse gesto ajuda a ilustrar uma ideia essencial para empresas em crescimento: simplicidade também é coerência entre intenção e prática.
O risco de crescer e perder o essencial: Quando o básico vira o mínimo?
Como aponta o empresário Alfredo Moreira Filho, muitas empresas perdem a simplicidade porque passam a desprezar o básico. O atendimento vira “tarefa menor”. O pós venda vira “setor de suporte”. A clareza vira “falta de sofisticação”. A disciplina vira “rigidez”. Nessa inversão, o que sustentava o crescimento vira detalhe. Como resultado, a organização se torna mais difícil de liderar, porque a gestão passa a corrigir efeitos em vez de proteger causas.
A simplicidade, nesse sentido, é uma escolha estratégica: manter o essencial no topo da agenda. Preservar padrões que sustentam a reputação. Evitar que a empresa troque responsabilidade por aparência.
Simplicidade como disciplina de quem quer durar
Manter a simplicidade enquanto a empresa cresce é um ato de gestão, não um traço de personalidade. Como sintetiza o Alfredo Moreira Filho, Fundador e Management do Grupo Valore+, mostra que simplicidade não é reduzir ambição, e sim proteger o que funciona: critérios claros, foco em execução e coerência de valores. Quando esse eixo é preservado, a empresa cresce sem perder a identidade e sem se tornar refém do próprio tamanho.
Autor: Laimyra Sevel

