Close Menu
  • Home
  • Beleza
  • Noticias
  • Estética
  • Tecnologia
  • Sobre Nós
Mais Notícias

Por que a voz de quem busca ajuda deve orientar os serviços de saúde mental

20/10/2026

Lei 14.478/2022: Entenda o que mudou para as empresas de criptoativos no Brasil

20/10/2026

Quando o tratamento acaba, o cuidado com a vida íntima continua

19/10/2026
Facebook X (Twitter) Instagram
Revista CorpoRevista Corpo
  • Home
  • Beleza
  • Noticias
  • Estética
  • Tecnologia
  • Sobre Nós
Revista CorpoRevista Corpo
Home»Noticias»Por que a voz de quem busca ajuda deve orientar os serviços de saúde mental
Noticias

Por que a voz de quem busca ajuda deve orientar os serviços de saúde mental

Por Redação Revista Corpo20/10/20264 Min de leitura
Grupo diverso de pessoas sentadas em círculo durante uma sessão de apoio em ambiente interno.

Quando um serviço de saúde mental é planejado, a experiência de quem já precisou de atendimento pode revelar problemas que não aparecem em documentos ou estatísticas. É esse conhecimento prático que a Organização Mundial da Saúde (OMS) pretende colocar no centro do debate do Dia Mundial da Saúde Mental de 2026, celebrado em 10 de outubro. A campanha defende que a voz dos usuários na saúde mental participe das decisões que definem políticas, serviços e formas de cuidado.

A proposta não se limita a ouvir pessoas depois que uma medida já foi adotada. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, na página oficial do Dia Mundial da Saúde Mental de 2026, pessoas com experiência vivida devem ser envolvidas na criação, na implementação e na avaliação das políticas. O objetivo é fazer com que as respostas oferecidas estejam mais próximas das necessidades reais de quem convive com condições de saúde mental.

O que significa ter experiência vivida

O conceito inclui pessoas que receberam diagnóstico ou atendimento por uma condição de saúde mental, mas não apenas elas. Também abrange quem enfrentou sofrimento, procurou ajuda ou teve dificuldade para obter diagnóstico, tratamento e apoio. Familiares e outras pessoas próximas dessas trajetórias também podem contribuir para a compreensão dos obstáculos encontrados no caminho.

Esse conhecimento pode ajudar a identificar barreiras de acesso, falhas na comunicação e situações que aumentam o estigma. A vivência de usuários e familiares também mostra se um serviço é compreensível, acolhedor e compatível com a rotina da comunidade. Para a OMS, incorporar essas perspectivas torna o cuidado mais centrado nas pessoas e fortalece o respeito à dignidade, aos direitos e à autonomia.

A participação, porém, precisa ocorrer de maneira efetiva. Isso significa criar espaços para que as pessoas influenciem decisões, acompanhem a execução das medidas e avaliem os resultados. A campanha não apresenta a escuta como um gesto simbólico, mas como uma ferramenta para aperfeiçoar políticas e serviços ao longo do tempo.

Cuidado próximo da vida cotidiana

Outro ponto relacionado à campanha é a organização dos serviços fora de modelos concentrados exclusivamente em instituições. Em comentário publicado pela OMS sobre a mudança do cuidado institucional para redes comunitárias, a entidade defende que a assistência esteja mais próxima dos locais onde as pessoas vivem, estudam, trabalham e mantêm seus vínculos.

Nessa perspectiva, a atenção em saúde mental não depende apenas de consultas ou de estruturas especializadas. Ela deve estar articulada a serviços de saúde, apoio social, educação, trabalho, moradia e participação comunitária. A proximidade pode facilitar o acesso e reduzir a distância entre o cuidado e as situações concretas que influenciam o bem-estar.

Modelos comunitários também ampliam a possibilidade de considerar diferentes necessidades e trajetórias. Uma pessoa pode precisar de atendimento clínico, mas também de apoio para manter vínculos sociais, estudar, trabalhar ou viver com segurança. Por isso, a OMS relaciona a qualidade do cuidado à garantia de direitos e à autonomia, evitando que as decisões sejam tomadas sem a participação de quem será diretamente afetado.

Saúde mental depende de condições sociais

O tema tem relevância global. Segundo a ficha informativa da Organização Mundial da Saúde sobre saúde mental, mais de 1 bilhão de pessoas vivem com alguma condição de saúde mental no mundo. A entidade também aponta que pobreza, violência, desigualdade, isolamento social e dificuldade de acesso a serviços podem elevar os riscos.

Ao mesmo tempo, relações sociais positivas, educação, trabalho decente e comunidades seguras funcionam como fatores de proteção. Esse contexto ajuda a explicar por que a participação social na saúde mental não deve ficar restrita ao ambiente de atendimento. As políticas públicas precisam considerar as condições que favorecem ou dificultam a recuperação e a manutenção do bem-estar.

Para o leitor, a campanha reforça que buscar ajuda não deve significar perder autonomia sobre as decisões relacionadas ao próprio cuidado. Usuários, familiares e pessoas que passaram por dificuldades de acesso podem contribuir para tornar os serviços mais responsivos, combater preconceitos e apontar soluções baseadas na realidade cotidiana.

O Dia Mundial da Saúde Mental de 2026, portanto, propõe uma mudança de perspectiva: além de falar sobre as pessoas atendidas, é necessário construir políticas com a participação delas. Ao valorizar a experiência vivida e fortalecer redes comunitárias, a OMS coloca a escuta, os direitos e a proximidade no centro das respostas para a saúde mental.

Post Views: 3
Artigo anteriorLei 14.478/2022: Entenda o que mudou para as empresas de criptoativos no Brasil
Redação Revista Corpo
Redação Revista Corpo

    Os comentários estão desativados.

    Veja Também
    Noticias

    Por que a voz de quem busca ajuda deve orientar os serviços de saúde mental

    Por Redação Revista Corpo20/10/20260

    Campanha da OMS para 2026 destaca que usuários, familiares e pessoas que enfrentaram dificuldades de atendimento podem contribuir para políticas mais acolhedoras e eficazes.

    Lei 14.478/2022: Entenda o que mudou para as empresas de criptoativos no Brasil

    20/10/2026

    Quando o tratamento acaba, o cuidado com a vida íntima continua

    19/10/2026

    Anvisa libera duas novas canetas com semaglutida para diabetes

    16/10/2026
    Últimas Notícias

    Por que a voz de quem busca ajuda deve orientar os serviços de saúde mental

    20/10/2026

    Lei 14.478/2022: Entenda o que mudou para as empresas de criptoativos no Brasil

    20/10/2026

    Quando o tratamento acaba, o cuidado com a vida íntima continua

    19/10/2026

    Anvisa libera duas novas canetas com semaglutida para diabetes

    16/10/2026

    “Zazen: A Prática de Meditação que Entra na Vida do Brasil”

    01/09/2025

    Cirurgias plásticas logo após o parto preocupa especialistas: ‘Não é estética, é saúde’

    21/08/2025

    RevistaCorpo é o seu novo destino para se manter informado. Nossas notícias abrangem desde as últimas novidades em tecnologia e política até os principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Conteúdo de qualidade, atualizado em tempo real, direto para o seu corpo de conhecimento.

    • Home
    • Beleza
    • Noticias
    • Estética
    • Tecnologia
    • Sobre Nós
    Revista Corpo - [email protected] - tel.(11)91754-6532

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.